Descomplicando a linguagem jurídica no TRE-PA
Descomplicando a linguagem jurídica no TRE-PA
O projeto tem o objetivo de capacitar juízes e servidores na temática da Linguagem Simples, através de oficinas práticas.
A iniciativa foi desenhada sob medida para qualificar 40 participantes, incluindo juízes-membros da Corte, juízes eleitorais de Belém, Ananindeua e Marituba, além de analistas judiciários e assessores dos gabinetes dos juízes membros.
O grande propósito é impulsionar uma mudança cultural na produção de documentos oficiais, substituindo o tradicional "juridiquês", aquele formalismo excessivo que historicamente afasta o cidadão de seus direitos, por técnicas modernas de redação que priorizam a clareza, a objetividade e a empatia, e por modelos de comunicação focados na agilidade e na inclusão social.
A finalidade é capacitar servidores e magistrados para que possam produzir documentos que demandem menos tempo para serem lidos, menos esforço para serem interpretados e que gerem total segurança jurídica, cumprindo o papel social mais nobre da Justiça: ser compreendida por todos.
Nosso Objetivo
Eficiência na Comunicação
Garantir o poder de síntese e a clareza na elaboração de documentos oficiais.
Otimização das Sessões de Julgamento
Reduzir a extensão e a repetitividade de relatórios, ementas, decisões e votos, gerando economia de tempo institucional.
Facilitação do Acesso à Justiça
Tornar a compreensão das decisões acessível a todo cidadão, legitimando o papel da Justiça Eleitoral como prestadora de um excepcional serviço público.
Preservação da Precisão Técnica
Demonstrar que é possível melhorar a legibilidade de um texto sem comprometer a densidade, a fundamentação ou o rigor técnico exigido pelo Direito.
Estrutura Programática
O treinamento foi estruturado para equilibrar de forma harmônica a bagagem teórica e a aplicação prática imediata, dividido em quatro grandes módulos:
Debate sobre o impacto negativo das barreiras culturais da linguagem rebuscada e o alinhamento institucional ao Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples do CNJ.
Exploração e aplicação de ferramentas de Inteligência Artificial Generativa como aliadas na revisão, organização e estruturação textual, atuando estritamente como apoio, sem jamais substituir o raciocínio jurídico do emissor.
Integração das diretrizes da Linguagem Simples ao consagrado método internacional IRAC (Questão, Regra, Aplicação e Conclusão), permitindo a estruturação lógica, fluida e direta de votos, decisões e relatórios.
Oficinas dinâmicas baseadas na reescrita de textos jurídicos reais trazidos pelos próprios magistrados e servidores participantes a partir de seus fluxos diários de trabalho.
As Oficinas
O treinamento ocorreu em formato de imersão intensiva, rompendo com o modelo tradicional de palestras passivas para dar lugar a uma verdadeira dinâmica de laboratório. Conduzida pelos consultores e instrutores especializados André Luís de Aguiar Tesheiner e Ana Cláudia Cachapuz, a capacitação foi dividida em dois momentos:
1º Dia - Fundamentos
Os instrutores mostraram aos magistrados e servidores como a Linguagem Simples pode facilitar o acesso à informação, fortalecer a cidadania e tornar o trabalho mais eficiente
2º Dia - Mão na Massa
Os participantes colocaram o aprendizado em prática. Eles aplicaram técnicas de Linguagem Simples e o método IRAC para simplificar, resumir e reorganizar peças processuais reais, com foco na clareza, na organização das informações e no uso de recursos visuais.
O Projeto na Mídia:
A capacitação promovida pelo TRE do Pará é voltada aos membros da Corte Eleitoral e seus assessores, com foco na aplicação prática no cotidiano institucional.
Membros da Corte e seus assessores aplicaram técnicas de clareza textual em atividades práticas e discutiram o uso da inteligência artificial no apoio à redação jurídica.